Dra. Ingrid Ciancio Otorrino · Cirurgia Plástica Facial
01 · 15
Aula técnica · Rinoplastia avançada

Rinoplastia em pele espessa

estratégias estruturais para resultados previsíveis
Dra. Ingrid Helena Lopes de Oliveira Ciancio Otorrinolaringologista · Cirurgiã Plástica Facial
01 · Ponto de partida

Neuroplasticidade cirúrgica

Assim como o cérebro se adapta com a experiência, o cirurgião aprende que resultado não vem da técnica isolada — vem da capacidade de adaptação.
Neuroplasticidade = maturidade cirúrgica
02 · Exercício mental

Pensar fora da caixa

"Ligue os pontos com 4 (ou menos) linhas retas, sem levantar a caneta do papel."

A solução não está dentro do quadrado. Em pele espessa, também não está dentro do protocolo.

03 · Olhar clínico

Dois cirurgiões. A mesma ponta nasal.

E veem problemas diferentes:

  • um vê falta de projeção
  • outro vê falta de suporte
  • outro vê excesso de volume
04 · Fisiologia

O que a pele espessa faz

  • peso cutâneo
  • definição de contorno
  • memória de forma (rebote)
  • capacidade de contração (edema mais prolongado × resultado)
Tradução prática: a pele apaga refinamento e vence estruturas fracas
05 · Literatura

Definição não vem de ressecção.

Definição de ponta não depende de ressecção — depende de suporte.
Toriumi DM. Structural approach to rhinoplasty. Facial Plast Surg Clin North Am, 2016 · Rollin K. Daniel
06 · Frase de impacto

Não existe enxerto certo.

Existe estrutura suficiente.

Enxerto é consequência do planejamento. Não é o início da decisão — é o resultado dela.

07 · Pensamento estratégico

Não existe técnica ideal.

Existe necessidade estrutural específica. O cirurgião precisa pensar como engenheiro.

Com o tempo você para de repetir técnica e passa a resolver problema. Pele espessa exige isso: adaptação, não protocolo.

08 · Fio de ouro

Não é sobre fazer mais.

É sobre fazer o necessário — com intenção.

Rohrich RJ, Adams WP. Plast Reconstr Surg, 2000 · Tebbetts JB. Primary Rhinoplasty, 1998
09 · Estratégia pré-operatória

Tratar a pele antes da cirurgia

  • Dermato · preparo de pele
  • Roacutan · controle de oleosidade
  • Montelucaste · modulação inflamatória

Quanto melhor a pele chega no dia da cirurgia, mais previsível é a resposta no pós.

10 · Plano cirúrgico

Abundância de material

Pele espessa pede estrutura. Estrutura pede enxerto. Cirurgia pede plano B, C e D dentro do mesmo procedimento.

  • Cartilagem septal
  • Concha auricular
  • Costela (incluindo casos de irradiada)
  • DCF / fáscia
11 · Pós-operatório

O resultado depende da evolução.

Acompanhar paciente. Cuidar da parte psicológica. Gerenciar expectativa.

Confiar no próprio trabalho — porque no final, o resultado vai depender da evolução do paciente.

Operar nem sempre é a resposta
12 · Saúde mental

TDC · onde mora o nariz

Áreas mais frequentes de queixa em pacientes com Transtorno Dismórfico Corporal:

Pele80%
Cabelo57.7%
Nariz39%
Abdome32%
Dentes29.5%
Peso29%
Mamas26%
Glúteos21%
A área mais comum entre pacientes com TDC que procuram cirurgia · é o nariz
13 · Take home

O que levar dessa aula

  • Pele espessa apaga refinamento e vence estrutura fraca
  • Definição vem de suporte, não de ressecção
  • Não existe enxerto certo · existe estrutura suficiente
  • Pensar como engenheiro · adaptação, não protocolo
  • Preparar a pele antes · acompanhar o paciente depois
  • Em TDC, o nariz é a área mais procurada · atenção redobrada
Fazer o necessário — com intenção
Sobre · a cirurgiã

Dra. Ingrid
Helena Lopes de Oliveira Ciancio

Otorrinolaringologista · Cirurgiã Plástica Facial

IG@draingridciancio
TEL(11) 99602-0205
EMAILingridlociancio@gmail.com
WEBwww.draingridciancio.com.br